sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

                   TRABALHADOR PORTUÁRIO E SEGURANÇA             DO TRABALHO.




Geralmente uso este blog para relatos políticos e outros fatos. Porém hoje escrevo sobre uma situação pessoal acontecida hoje no porto de Imbituba.

Estávamos trabalhando no porão do navio descarregando Barrilha embaladas em sacos de 1.250 kilos, porém a fita para engatar a mercadoria apresentava que suportava somente 1.000 kilos. Tão logo observei a irregularidade comentei com meus companheiros de trabalho que logo concordaram com a irregularidade. Após chamar o responsável pela operação e relatar o fato gerou uma grande polemica, Pois o chefe da operação me mandou um recado de que a operação iria continuar e que o meu salario estava cortado. Para minha agradável surpresa os demais trabalhadores se pronunciaram dizendo que eles estavam solidários comigo e que a operação estava paralisada. Telefonei o chefe de segurança e saúde do Ogmo, diga-se de passagem um profissional muito competente, e o mesmo se dirigiu até o porto e constatou a irregularidade. neste momento também chegou no porto o chefe que teria me mandado o "recado". Então perguntei a ele se meu salario estava cortado e o mesmo negou ter dito isto, o que foi logo desmentido pelo fiscal do Ogmo, também me surpreendi com a posição do fiscal do Ogmo que cara a cara com o chefe da operação confirmou o recado dado. Toda essa situação se dá pelo monopólio agora criado por esta zona de alfandegamento da área portuária, pois somente esta empresa pode operar este tipo de carga, e tendo o monopólio acham que o porão de navio passa a se deposito de estivador e que devemos fazer o trabalho não observando as normas de segurança, e o fato somente comprovou aquilo que muitas vezes falo na assembleia da estiva, de que SOMOS MAIS FORTES QUANDO CRUZAMOS OS BRAÇOS. E hoje tal ato fez com que nossa segurança e nossa força fosse respeitada. não podemos aceitar que uma empresa que investe centenas de  milhões no porto não gaste 30 dólares para comprar fitas seguras que venham a dar segurança ao estivador e demais trabalhadores portuários. E ainda temos muito mais a exigir de empresas que visam lucros sobre o trabalhador, empresas que não colocam sequer água no porão, desrespeitando a NR 29 no item 24.7.1, onde o estivados tem que andar atras de garrafa pet para levar água para o porão. Hoje mostramos que quando cruzamos os braços aí é que somos fortes.

Agradeço ao fiscal do Ogmo e ao chefe de segurança e saúde do Ogmo como também aos companheiros de trabalho que se fizeram ser respeitado neste porto que invariavelmente humilha e sacrifica o trabalhador portuário!